EDUCAÇÃO PONTUADA

INICIAÇÃO E ADAPTAÇÃO

Posted in Uncategorized by silvia maria do nascimento on 27/01/2009

APRESENTAÇÃO

Trabalhar com Educação Infantil é extremamente gostoso porém há de se ver que a criança ainda tem seus limites, próprios da faixa etária. Pensar que uma criança de 3 anos seja capaz de ficar em um computador,  sem que sua curiosidade explore toda a sua dimensão é errado. Ela com certeza terá a rapidez de um falcão para apertar botões e teclas à vontade sem pensar em suas conseqüências. Com isso, primeiramente devemos experimentar uma conversa informal explicando através de uma linguagem simples todas as partes do computador e sua importância, para que aos poucos essa dimensão seja inerente e possa ser assimilada por esse pequeno ser curioso.

Vale como sugestão criar músicas, jogos, adivinhações, brincadeiras associativas que motivem a participação nas aulas. Nesta faixa de idade, a criança possuí concentração pequena, sendo que a figura principal é sua mãe. Devemos lembrar que na adaptação escolar, a professora luta para que a criança perceba sua presença como orientadora e amiga, e muitas vezes pouco poderá fazer para ajudar o orientador de informática.

Em minha experiência profissional, pude presenciar, 2O crianças em sala de informática, com 3 anos e nem todas possuíam computadores em casa, ou seja sem intimidade com o hardware. É fácil imaginar, 20 crianças em uma pequena sala, alguns deles  chorando, implorando pela mãe por sua volta a casa, outros com ânsia extremamente nervosos pelo novo, e o professor repleto de expectativa para um momento de descanso de todo o caos apresentado até aquele momento, vendo no orientador  um verdadeiro salvador da pátria que em passe de mágica trará a paz ao local.

Engano, nesse momento é necessário calma, sem pânico, há de se pensar com rapidez e mostrar o quanto interessante é aquele momento. Sente-se no chão, faça uma roda de conversa, explique, cante, se torne um verdadeiro palhaço animador de festa, para atrair os olhares assustados de cada ser pequenino. Após a aula, não se sinta um fracassado, respire fundo e prometa seguir em frente, garanto: será muito melhor no segundo encontro.

Escolas Públicas, possuem um rico material oferecido, dependendo da gestão é interesse apresentar o melhor ao contribuinte para que seja um sucesso administrativo. Porém nem sempre o professor possui experiência em sala de informática, mas alguma boa vontade com expectativa de capacitação para dar continuidade e em algumas hipóteses encontramos professores ainda resistentes à tecnologia que em momento algum auxiliarão o orientador, além do  material muitas vezes ser desconhecido e necessário  período de conhecimento e adaptação para a apresentação em sala de aula, o que muitas vezes não existe por falta de tempo e planejamento.

Professor criativo é diferente de professor improvisador.Colocar um software de história infantil para crianças nessa idade, sem verificar antes o conteúdo, planejar o tempo de apresentação, ou mesmo verificar a faixa etária de interesse é um erro, que fatalmente trará o fracasso à sua aula e com a decorrência novo caos, desmotivação da criança, do professor e orientador.

Jogos oferecidos sem um contato anterior, ou mesmo sem o conhecimento correto de sua utilização ou dos periféricos é outro fator de erro muito comum e que fatalmente vem de encontro ao professor orientador. Com isso, a criança desmotiva, chora, grita em sala pedindo auxilio, agride o colega instintivamente, movimenta-se e novamente o caos em sala de informática se apresenta, mais uma vez desmotivando a todos e perdendo o objetivo que é a adaptação e o reforço de conteúdo .

Pude notar algumas falhas e fatos que comprovam isso: Orientador que permite alunos de 3 anos ligar o estabilizador quando a classe é numerosa (25 alunos),  um risco grande sobre a integridade física do pequeno aprendiz. Eles podem  apagar e acender o monitor por diversas vezes por achar divertido e naturalmente sem importância, teclar desconfigurando o sistema existente prejudicando o hardware, ou mesmo tomar um choque ao mexer nos fios em momento de distração dos adultos responsáveis. É muito comum, jogar o mouse para o amigo (ou mesmo puxar seu fio de contato), pisar  ou balançar a perninha no fio, que está a mostra embaixo da mesa, desligando o plug de entrada, e mais do que comum, ficar clicando a esmo sem notar que esse passo é desnecessário, ou mesmo abrir e fechar janelas existentes encontrando o aviso de segurança do sistema operacional, a grande e temida tela azul.

É necessário tomar muito cuidado na hora de fornecer o material existente para que a criança se sinta responsável e com isso tenha cuidado com o hardware em sua utilização. A nomenclatura deve ser utilizada da forma correta sobre cada periférico e a demonstração deve ser mais palpável do que virtual ou ilustrativa, pois dependendo da faixa etária é o caminho mais curto para a realização do seu objetivo.

Dessa forma, quando o professor, já tiver obtido a intimidade do aluno com o computador poderá inserir o passo seguinte: a sua utilização. Sempre levando em conta a sua segurança e a conservação do laboratório.

Texto: Silvia Maria do Nascimento.

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